Shopping cart
Your cart empty!
Carregando favoritos...
Terms of use dolor sit amet consectetur, adipisicing elit. Recusandae provident ullam aperiam quo ad non corrupti sit vel quam repellat ipsa quod sed, repellendus adipisci, ducimus ea modi odio assumenda.
Lorem ipsum dolor sit amet consectetur adipisicing elit. Sequi, cum esse possimus officiis amet ea voluptatibus libero! Dolorum assumenda esse, deserunt ipsum ad iusto! Praesentium error nobis tenetur at, quis nostrum facere excepturi architecto totam.
Lorem ipsum dolor sit amet consectetur adipisicing elit. Inventore, soluta alias eaque modi ipsum sint iusto fugiat vero velit rerum.
Sequi, cum esse possimus officiis amet ea voluptatibus libero! Dolorum assumenda esse, deserunt ipsum ad iusto! Praesentium error nobis tenetur at, quis nostrum facere excepturi architecto totam.
Lorem ipsum dolor sit amet consectetur adipisicing elit. Inventore, soluta alias eaque modi ipsum sint iusto fugiat vero velit rerum.
Dolor sit amet consectetur adipisicing elit. Sequi, cum esse possimus officiis amet ea voluptatibus libero! Dolorum assumenda esse, deserunt ipsum ad iusto! Praesentium error nobis tenetur at, quis nostrum facere excepturi architecto totam.
Lorem ipsum dolor sit amet consectetur adipisicing elit. Inventore, soluta alias eaque modi ipsum sint iusto fugiat vero velit rerum.
Sit amet consectetur adipisicing elit. Sequi, cum esse possimus officiis amet ea voluptatibus libero! Dolorum assumenda esse, deserunt ipsum ad iusto! Praesentium error nobis tenetur at, quis nostrum facere excepturi architecto totam.
Lorem ipsum dolor sit amet consectetur adipisicing elit. Inventore, soluta alias eaque modi ipsum sint iusto fugiat vero velit rerum.
Do you agree to our terms? Sign up
Doença rara é muitas vezes confundida com autismo. Evento reuniu especialistas e familiares por iniciativa do deputado Ney Leprevost (União).
A Assembleia Legislativa do Paraná promoveu nesta quarta-feira (11), no Auditório Legislativo, uma mesa-redonda com o tema “Prevalência e impacto da síndrome do X Frágil no Paraná”. A iniciativa foi do deputado estadual Ney Leprevost (União), coordenador da Frente Parlamentar da Medicina e Odontologia, e reuniu médicos, especialistas e familiares de pessoas diagnosticadas com a síndrome.
A síndrome do X Frágil, também chamada de FXS ou SXF, é uma condição genética hereditária provocada por uma mutação no gene FMR1, localizado no cromossomo X. Essa alteração impede a produção adequada da proteína FMRP, essencial para o desenvolvimento do sistema nervoso. Por se tratar de uma doença hereditária, pessoas com histórico familiar da síndrome são orientadas a realizar testes genéticos antes de terem filhos.
Os sintomas da síndrome variam e podem incluir alterações físicas, cognitivas e comportamentais. Muitas vezes, os primeiros sinais aparecem ainda na infância, com atrasos na fala e no desenvolvimento motor, dificuldades de aprendizado, baixa tonicidade muscular e características físicas específicas. Problemas de visão, dificuldades na interação social, déficit de atenção e comportamentos repetitivos, como morder ou agitar as mãos, também podem estar presentes.
Durante o evento, o deputado Ney Leprevost destacou que a síndrome é pouco conhecida, apesar de afetar uma proporção significativa da população. Segundo ele, estima-se que um em cada quatro mil meninos e uma em cada seis mil meninas sejam afetados pela condição. O parlamentar também lembrou que ainda não há políticas públicas eficazes voltadas ao atendimento desses pacientes. “Nos colocamos à disposição para ajudar no que for possível, junto ao governo estadual e federal. Vamos juntos promover a inclusão em todo o Paraná”, declarou.
A médica geneticista Josiane de Souza, do Hospital Infantil Pequeno Príncipe, explicou que a maioria das crianças chega ao serviço médico com suspeita de autismo ou déficit intelectual, o que leva à investigação genética. Ela ressaltou que a síndrome do X Frágil é, hoje, a principal condição hereditária relacionada ao autismo e ao déficit intelectual. No entanto, o diagnóstico muitas vezes é tardio, devido à demora na realização de exames adequados. Para a médica, a morosidade no processo impede que casos na mesma família sejam evitados, já que o conhecimento prévio do gene alterado permitiria o planejamento reprodutivo com mais segurança.
O médico geneticista Rui Pilotto também participou da mesa e elogiou o trabalho do Instituto Buko Kaesemodel, entidade que presta apoio às famílias afetadas e promove o acesso ao diagnóstico.
A coordenadora da Secretaria de Desenvolvimento Humano e Família do Paraná, Quelen Coeden, colocou o órgão à disposição do Instituto Buko e citou como exemplo positivo a implantação da Carteira de Identificação do Autista, que já possui mais de 39 mil cadastros no estado. Segundo ela, a secretaria está trabalhando no cruzamento de dados com outras pastas, com o objetivo de elaborar um censo detalhado que sirva de base para a construção de políticas públicas eficientes.
Sabrina Muggiatti, mãe de uma criança com síndrome do X Frágil, relatou a trajetória até o diagnóstico do filho. As diferenças em relação à filha mais velha chamaram sua atenção ainda na infância, mas o primeiro diagnóstico, de autismo, só veio aos cinco anos. A confirmação da síndrome aconteceu apenas aos oito. “Os sintomas são muito parecidos com os do autismo. Eles têm atraso cognitivo, dificuldades na fala, na socialização. O tratamento é semelhante, mas a síndrome do X Frágil não tem cura”, contou.
Foi a partir dessa vivência que Sabrina, junto a outras famílias, fundou o Instituto Buko Kaesemodel. A entidade é a primeira da América do Sul a atuar exclusivamente com essa síndrome, e vem promovendo um trabalho de referência. O instituto reduziu consideravelmente o custo do exame de diagnóstico — de R$ 3 mil para cerca de R$ 335 — e oferece suporte psicológico, jurídico e educacional às famílias.
A psicóloga Luz María Romero, gestora do Instituto Buko e especialista em saúde coletiva, explicou que o aconselhamento genético é fundamental para interromper o ciclo hereditário da síndrome, que pode atravessar até sete gerações. Segundo ela, a condição compartilha muitos sintomas com outras síndromes, principalmente o autismo, o que contribui para diagnósticos equivocados. Entretanto, Luz María ressaltou que existem características clínicas específicas, como o formato alongado do rosto e as orelhas proeminentes, que se tornam mais visíveis na adolescência.
Ela apresentou dados do trabalho realizado pelo instituto, que já facilitou a realização de 464 exames, com diagnósticos confirmados em cidades como Curitiba, Colombo e Cascavel. Para a psicóloga, é essencial que a informação chegue aos municípios do interior, permitindo que o diagnóstico precoce se torne realidade e que políticas públicas possam ser implementadas.
A advogada Renata Farah Hauagge, presidente da Comissão de Saúde da OAB/PR, lembrou que, mesmo com números aparentemente baixos, cada diagnóstico representa uma vida que pode ser transformada. Ela colocou a comissão à disposição para colaborar com o trabalho do instituto e com a formulação de políticas públicas.
Danielle Silvestre, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), reforçou a importância da união entre organizações públicas e privadas para garantir que crianças com doenças raras recebam atendimento adequado, acesso a exames, terapias e acompanhamento educacional.
O evento contou ainda com a presença do cônsul do México, Valter Rosa de Souza; da representante da Federação das Apaes do Paraná, Eliane Gomes da Silva; e da diretora do Departamento de Educação Especial da Secretaria Municipal de Curitiba, Sandy Carneiro Dias.