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Decisão foi tomada após o prefeito Irani Barros se reunir com o deputado estadual Alexandre Curi
Servidores do município de Arapoti foram pegos de surpresa nesta terça-feira (12) com a informação de que a prefeitura não teria como realizar o pagamento dos salários de dezembro e 13º após a Câmara Municipal de Vereadores aprovar um Projeto de Lei determinando que a prefeitura realizasse o pagamento do IPSM até o dia 31 de dezembro. A situação causou revolta e protestos.
Já na manhã desta quarta-feira (13), o prefeito Irani Barros esteve em Curitiba reunido com o deputado Alexandre Curi e, após discutir o assunto com o parlamentar, o chefe do Executivo de Arapoti tranquilizou os servidores e demais credores da prefeitura informando que os pagamentos do mês de dezembro serão realizados normalmente, o que inclui o salário e o 13º do funcionalismo.
O deputado Alexandre Curi falou sobre a conversa com o prefeito Irani e falou sobre a situação. “Aconselhei o prefeito para que cumpra a sua obrigação pagando o salário dos funcionários, as despesas do município e aquilo que está no orçamento. Sabemos que algumas vezes o prefeito herda dividas de outras gestões e tem que procurar uma forma para organizar, mas em relação a outras dividas vamos conversar com o Tribunal de Contas para que o município consiga um parcelamento e o prefeito consiga honrar essa dívida que não é de sua gestão, mas é um compromisso já que ele é o atual prefeito da cidade”, comentou.
"Aconselhei o prefeito para que cumpra a sua obrigação pagando o salário dos funcionários, as despesas do município e aquilo que está no orçamento"
Ao lado de Alexandre Curi, Irani Barros tranquilizou os servidores e a população informando que os pagamentos serão realizados. “O dinheiro para pagar o décimo, a folha e todos os fornecedores está na conta e iremos realizar os pagamentos”, disse o prefeito.
ENTENDA O CASO
A situação começou após a Câmara Municipal de Vereadores aprovar o projeto de Lei 2449/2023 o qual, entre outras determinações, obriga a prefeitura a realizar o pagamento de mais de R$ 7,3 milhões referentes ao IPSM. Com a determinação do pagamento a vista de um repasse que, de acordo com a prefeitura, poderia ser realizado de forma parcelada, o Executivo Municipal foi pego de surpresa e acabou informando que devido a decisão dos vereadores não teria como realizar o pagamento dos salários de dezembro, 13º e demais vencimentos, como fornecedores e prestadores de serviços terceirizados.
Após a prefeitura comunicar a situação, houve uma mobilização de servidores públicos na sede do Executivo Municipal e também na Câmara de Vereadores protestando e buscando maiores informações sobre a situação. Além dos servidores, a notícia também causou alarde e preocupação entre comerciantes e empresários do município, visto que os salários dos servidores são umas das fontes que movimentam a economia do município.

O vereador Maicon Pot, único parlamentar que votou contra o projeto, falou sobre a situação a qual chamou de absurda. “Esse projeto de Lei está tramitando na Câmara desde julho deste ano. Todos os anos as gestões anteriores e o atual prefeito realizaram o pagamento correto. Mas agora estamos com uma oposição gigante ao prefeito, até devido ao trabalho que ele vem fazendo pelo município, colocaram essa PL em votação com emendas inconstitucionais. A principal delas é de que o prefeito tenha que pagar os valores do ano anterior até o dia 30 de dezembro. Isso é absurdo”, destacou.